Tempo em Família
- Filipa Serras
- 12 de out. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de out. de 2024

O tempo, o tempo, o tempo... O bem mais precioso que insistimos em não usar de forma eficiente, impedindo-nos de sermos pessoas mais realizadas e bem-sucedidas.
Concordas com esta afirmação?
E se te dissesse que, assim como tu, quase 7 mil milhões de pessoas no mundo se queixam do mesmo? Acreditarias?
Pois é, não estás sozinho(a) nesta busca incansável por "tempo" ou na tentativa de o esticar. No final do dia, parece sempre que não é suficiente. Mas será mesmo uma questão de falta de tempo? Ou será sobre como o organizamos e onde o gastamos? Estamos, de facto, a aplicar o nosso tempo nas coisas certas?
Estas perguntas podem soar provocadoras para muitos, e a verdade é que são. Alguns vão dizer que o tempo realmente não chega. Outros, talvez, começarão a refletir sobre onde desperdiçam tempo. E há ainda aqueles que vão inventar desculpas, percebendo que talvez não estejam a gerir o tempo de forma eficiente.
Bem-vindo(a) à realidade.
Deixa-me contar um pouco da minha estória. Eu fazia parte da "equipa das desculpas", porque sabia que precisava de mudar algo, e mudar dá trabalho! Claro, depois da desculpa, vinha sempre outra para justificar a anterior. Era uma trabalheira, em vez de ser honesta comigo mesma e admitir que tinha hábitos que precisavam de ser ajustados.
Lembro-me de pensar constantemente: o tempo não chega para o que é mais importante para mim. E então surgiu a pergunta crucial: o que é, afinal, mais importante para mim e onde estou a gastar o meu tempo?
A epifania:
Quando percebi quanto tempo gastava em coisas que não acrescentavam valor ao meu dia e que me deixavam desanimada e cansada, senti um verdadeiro murro no estômago. Ainda arrastei a situação por algum tempo, mas houve um dia em que um raio de iluminação me atingiu. Decidi parar e arregaçar as mangas para transformar as minhas rotinas. E o que fiz?
Primeiro, identifiquei o que era mais importante para mim. A resposta? A minha família. Sem dúvida, passar tempo com o meu marido e as minhas filhas (mesmo com as discussões típicas) é o que mais me faz feliz. Assim começou a minha jornada de transformação – ajuste de horários, hábitos, e, principalmente, de prioridades. Coloquei o que realmente importava à frente da preguiça e da procrastinação.
O que mudou?
Foi simples! Ajustei pequenas coisas no meu dia a dia: reduzi o tempo que passava a ver televisão, limitei o uso das redes sociais, e defini horários para acordar e deitar. Pequenos ajustes, mas com um impacto gigante. Não só ganhei mais tempo para estar com a minha família, como também começou a "sobrar" tempo para as coisas que amo fazer, como ler, escrever, aprender e criar. Senti-me mais preenchida e, curiosamente, parece que agora faço muito mais coisas num dia do que antes!
E tu?
Se já passaste por algo parecido, partilha a tua história! Vais, com certeza, ajudar alguém.
Se estás nesta fase, pára um pouco e reflete sobre onde estás a gastar o teu tempo. A tua família vai agradecer, e tu? Não há preço para a satisfação de investires o teu tempo e energia no que realmente amas.
Tens dúvidas? Experimenta.
Comments